Projeto Biodiesel transforma óleo de cozinha em combustível

biodiesel

Uma estatística recente divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleo (Abiove) revelou que cada família brasileira consome em média quatro litros por mês de óleo vegetal. Para evitar o descarte incorreto do chamado OGR – Óleo de Gordura Residual, órgãos públicos e privados têm firmado parcerias sustentáveis de conscientização ambiental e estímulo à reciclagem do produto. É o caso de Osasco, que conta há oito anos com o “Projeto Biodiesel” responsável pela coleta sustentável de óleo de cozinha, transformando o líquido em combustível para uso veicular.

Atualmente a cidade abriga 900 pontos de coleta disponíveis para receber o óleo descartado por munícipes. Cada posto recebe uma “bomba” com capacidade para armazenar entre 50 e 60 litros do resíduo. Quando a “bomba” enche, o líquido é recolhido pela Secretaria do Meio Ambiente e armazenado em um depósito da Prefeitura em tanques com capacidade para receber mil litros de óleo usado cada. Ao chegar no volume de 5 mil litros de armazenamento, o destino final do resíduo é a empresa Dajac, que recolhe Óleo de Gordura Residual de toda a região sudeste do Brasil e encaminha para produtoras de biodiesel.

Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, por ser de origem não fóssil, o biodiesel reduz em 80% a emissão de poluentes atmosféricos quando utilizado em veículos e termoelétricas, se comparado a combustíveis usuais como o diesel por exemplo.

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Mobilização Social

Para estimular a doação do olho de cozinha, a Secretaria do Meio Ambiente realiza ações para mobilizar os moradores. Nas escolas de educação infantil do município, são promovidas palestras e gincanas entre os alunos que atuam como agentes multiplicadores levando aos pais a importância do descarte correto do óleo de cozinha. A Secretaria ainda atua com mutirões de coleta, visita casas e oferece palestras em instituições.

Em Osasco o descarte correto de Óleo de Gordura Residual é de responsabilidade social estabelecida na lei municipal 4.483/2011, por isso a colaboração dos cidadãos é tão importante.

“A gente tem que pensar na qualidade do produto, na saúde das pessoas e na natureza, mas tem que dar o primeiro passo. E eu dei quando coloquei a placa de divulgação do projeto em minha casa. Recolho, em média, dois galões de óleo por mês que vem da minha família, dos amigos e meus vizinhos”, disse a produtora de salgados Rosenice Torres.

Quem contribui com o projeto, em troca ao fornecimento do óleo usado, pode receber da Prefeitura, por meio das empresas parceiras do programa, produtos como detergente, água sanitária e óleo de cozinha novo, o que garante a sustentabilidade do “Projeto Biodiesel”.

“A proposta é envolver o indivíduo de modo que ele perceba sua responsabilidade na gestão ambiental”, disse Amanda França, diretora de planejamento e educação ambiental.

Durante os anos de atuação, o projeto registrou a coleta de 360 mil litros de Óleo de Gordura Residual. Porém, mesmo com o crescimento gradual no volume reciclado, a coleta mensal é ainda considerada baixa, segundo a Secretaria do Meio Ambiente. Para os especialistas, numa cidade como Osasco onde existem cerca de 180 mil moradias, o volume ideal gerado, coletado e reciclado num cenário de grande mobilização social seria de 50 e 70 mil litros/mês.

“A participação social é fundamental para que esse planejamento estratégico seja efetivamente implantado em todas as esferas. Contudo, apesar da percepção acerca da degradação ambiental ser tema comum a todos, a participação social na construção de uma mudança cultural ainda é lenta”, explica Amanda.

O principal agravante em relação ao descarte incorreto do material é que, sendo o OGR um poluidor em potencial, o despejo nas pias, vasos sanitários, ou até mesmo o envio deste resíduo para aterros sanitários agrava a situação ambiental. O componente do óleo quando descartado incorretamente resulta no alto índice de obstruções da rede coletora de esgoto e poluição de mananciais e rios.

Para conferir os pontos de coleta do Projeto Biodiesel e contribuir com a iniciativa entre em contato com a Secretaria do Meio Ambiente de Osasco pelo telefone 3652-9140.

Fonte: Agência Secom de Notícias 

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